''Às vezes, o amor dura
Mas, às vezes em vez disso ele fere'' (Adele Adkins)
Nem todas as histórias de amor acabam de forma igual para os envolvidos. Há sempre o amor que fica, e há sempre o amor que se vai.
Conviver com a dor de um sentimento perdido entre tantas historias se torna um desafio a ser encarado diariamente. Os que já passaram por isso sabem bem o que é manter-se firme e continuar o caminho sem olhar para trás, para que olhando não se deixe travar pelo passado que ainda corrói.
Apesar de esta ser uma dor indesejável ela faz parte de nossas experiências e a vejo até como necessária. Se por um lado ela incomoda, por outro ela engrandece. E como engrandece! Tanta intensidade de sentimento faz, em um primeiro momento, você esquecer-se de si mesmo, mas com o tempo é este mesmo sentimento que te afasta que te traz de volta, agora mais esclarecido, mais consciente de sua própria dor e com certeza mais forte;
O amor que acaba é aquele que consegue sair do relacionamento inteiro, feliz, que se restabelece rápido. Mas que também sofre, pois a consciência que sua atitude faz o outro sofrer por si só já é motivo suficiente para que o término não seja a melhor coisa do mundo. Bom seria se, nessas horas, a gente pudesse sair quietinho, sem machucar ninguém.
Da mesma forma que um dia você é o amor que acaba, em algum outro você é o amor que fica. São dois papéis, com peso de igual forma e valor, que precisamos aprender a vivenciar para que não transformemos nossas vidas em instrumentos de nossas próprias punições emocionais.
E por mais que tenhamos que apanhar muito para aprender eu ainda prefiro ser o amor que fica, porque só mesmo um grande amor é capaz de mostrar uma parte sua que você mesmo desconhece. O amor tem destas coisas, ele nos faz valorizar até as dores que ele causa. E o que não nos derruba, nos engradece!

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