terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Os Bombons Mágicos de Clarinha Claus


    
Era uma caixa pequena, bonita, muito enfeitada. Tinha um laço grande, botões coloridos, dentro alguns papéis de seda e bombons, muitos bombons. Não eram bombons comuns, na caixa tinha um aviso dizendo:
                                  " Bombons mágicos! Use com moderação"
    Bombons mágicos??? Clarinha Claus fez um cara de susto e correu para onde estava sua mãe. Queria saber o que era aquilo e quem tinha deixado dentro de sua mochila. Pela manhã quando ela organizou sua bolsa não havia nenhuma caixa muito menos os tais de bombons mágicos.
A mãe fingiu que nada sabia e sugeriu que ela guardasse a caixa em um lugar especial, afinal se os bombons fossem realmente mágicos eles seriam um grande tesouro.
    -Bombons mágicos! Bombons mágicos!! Clarinha ficou feliz e guardou seu pequeno tesouro em um cantinho especial do guardaroupa. Não sabia quando devia usar. Precisava esfregar como a Lâmpada de Aladim? Era só comer e fazer um pedido?? A caixa não tinha manual de instruução e a menina dormiu pensando nos bombons.
    Dias se passaram e não encontrou nada de mágico nesses bombons. Tinha pedido bonecas, ursos e todo tipo de coisa e nada aconteceu. Foi então que em um dia qualquer ela acordou, pegou um bombom e foi para a escola. Ela gostava muito da professora e queria que ela também tivesse um bombom mágico, mas antes de poder dizer alguma coisa encontrou a professora chorando em uma sala perto do corredor, ela chorava baixinho, enxugou o rosto e entrou na sala de aula. Em cima da mesa encontrou o bombom.
    A professora sorriu! O choro sumiu.
   Será se o bombom enxugou o choro da professora?
   Clarinha voltou para casa e no outro dia testou outros bombons. O menimo malcriado ficou quieto a aula toda, a menina tímida da sala do lado brincou o recreio inteiro e fez novas amizades, a mais chata da sala foi legal com todos e a supervisora que sempre brigava com todo mundo estava tão feliz que neste dia não reclamou de ninguém. A vizinha abriu as janelas e sua filha pode brincar no parquinho.
    Os bombons eram mesmo mágicos.
    O segredo foi descoberto. Clarinha já sabia como usar os bombons.
    Um por um os bombons foram acabando. Clarinha sabia que tinha usado com moderação, mas não havia bombom suficiente para a vida toda. E agora, o que fazer sem os bombons mágicos?
    Depois que os bombons acabaram Clarinha percebeu que a supervisora continuava legal e o menino malcriado não mexeu em sua mochila. A filha da vizinha lhe fez companhia no parque e a mais chata da sala se tornou sua amiga. Foi aí que a Clarinha percebeu que a magia não estava no bombom.
                                       A magia estava na gentileza. 

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