" Bombons mágicos! Use com moderação"
Bombons mágicos???
Clarinha Claus fez um cara de susto e correu para onde estava sua mãe. Queria
saber o que era aquilo e quem tinha deixado dentro de sua mochila. Pela manhã quando
ela organizou sua bolsa não havia nenhuma caixa muito menos os tais de bombons
mágicos.
A mãe fingiu que nada
sabia e sugeriu que ela guardasse a caixa em um lugar especial, afinal se os
bombons fossem realmente mágicos eles seriam um grande tesouro.
-Bombons mágicos!
Bombons mágicos!! Clarinha ficou feliz e guardou seu pequeno tesouro em um
cantinho especial do guardaroupa. Não sabia quando devia usar. Precisava
esfregar como a Lâmpada de Aladim? Era só comer e fazer um pedido?? A caixa não
tinha manual de instruução e a menina dormiu pensando nos bombons.
Dias se passaram e não
encontrou nada de mágico nesses bombons. Tinha pedido bonecas, ursos e todo
tipo de coisa e nada aconteceu. Foi então que em um dia qualquer ela acordou,
pegou um bombom e foi para a escola. Ela gostava muito da professora e queria
que ela também tivesse um bombom mágico, mas antes de poder dizer alguma coisa
encontrou a professora chorando em uma sala perto do corredor, ela chorava
baixinho, enxugou o rosto e entrou na sala de aula. Em cima da mesa encontrou o
bombom.
A professora sorriu! O choro
sumiu.
Será
se o bombom enxugou o choro da professora?
Clarinha
voltou para casa e no outro dia testou outros bombons. O menimo malcriado ficou
quieto a aula toda, a menina tímida da sala do lado brincou o recreio inteiro e
fez novas amizades, a mais chata da sala foi legal com todos e a supervisora
que sempre brigava com todo mundo estava tão feliz que neste dia não reclamou
de ninguém. A vizinha abriu as janelas e sua filha pode brincar no parquinho.
Os bombons eram mesmo mágicos.
O
segredo foi descoberto. Clarinha já sabia como usar os bombons.
Um
por um os bombons foram acabando. Clarinha sabia que tinha usado com moderação,
mas não havia bombom suficiente para a vida toda. E agora, o que fazer sem os
bombons mágicos?
Depois
que os bombons acabaram Clarinha percebeu que a supervisora continuava legal e
o menino malcriado não mexeu em sua mochila. A filha da vizinha lhe fez
companhia no parque e a mais chata da sala se tornou sua amiga. Foi aí que a
Clarinha percebeu que a magia não estava no bombom.
A magia estava na gentileza.

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